Proposta mantém unificação de Estar e UFT
Qui, 22 de Dezembro de 2011 09:22

Desta maneira, nos horários em que o EstaR não estará funcionando, os trabalhadores terão a função exclusiva de fiscalização e demais intervenções necessárias no trânsito.

Caso a proposta fosse implantada, o agente do EstaR, no período anterior e posterior ao funcionamento do estacionamento rotativo na cidade, teria que carregar todo o material necessário para a atividade de estacionamento, inclusive valor superior a R$ 500,00, enquanto realizava atividades de fiscalização e demais intervenções necessárias no trânsito.

Esta proposta demonstra, mais uma vez, a falta de conhecimento da empresa com relação às atividades desempenhadas por seus trabalhadores.

Outra pérola da proposta é que no horário de maior pico no trânsito da Capital, das 17 h às 20 h, pelo menos metade dos Agentes de Trânsito, estará em horário de intervalo.

Com isso, fica claro que a proposta de jornada de 8 horas, não atende ao principio da necessidade, pois os turnos de trabalho são incompatíveis com a realidade do trânsito de Curitiba.

Segundo pesquisa da empresa Visa Vale realizada pelo Instituto Data-Folha o valor médio de uma refeição em Curitiba é R$ 23,80. Caso o trabalhador não opte em levar  marmita, o custo mensal de sua alimentação seria de R$ 523,60.

Caso esta proposta fosse implantada, além de ficar à disposição da empresa por, no mínimo 9 horas diárias, o trabalhador teria que custear cerca de R$110,00 para fazer sua alimentação.

Isto significa que este funcionário teria uma redução salarial de R$1.244,22 para R$1.119,80, cerca de 10%, além do desgaste físico, mental e da redução no convívio social e familiar do trabalhador.

O trabalhador que fizesse intervalo para refeição as 9h, 10h, 15h, 16h, 17h e 18h, teria que levar marmita e  comer na rua, na melhor das hipóteses, sentado no banco da praça ou no meio fio, pois nestes horários não há restaurantes abertos.

A empresa propõe, ainda, que nos horários de intervalo os trabalhadores não seriam retirados da rua com o agravante que os agentes do EstaR teriam, sob sua responsabilidade, o dinheiro da empresa.

 

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Vanda Moraes

 

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Última atualização em Sex, 13 de Janeiro de 2012 10:36
 

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